A força e imponência do Atlântico na ilha do Pico frente a São Jorge...Fotos copyright ET - 2007




Imagens e palavras em jeito de circunspecção itinerante. Por aqui e por ali. Em pensamento, traduzindo desejos ou seguindo impulsos sem rumo. Por cá ou para além do mar.Imagens e textos originais do CHARLIE. Reservados todos os direitos de autor. Contacto: charlieterceiro@gmail.com





















Matosinhos numa breve passagem para olhar o porto e os navios de Leixões, e registar estas imagens de contrastes: a cultura popular traduzida na presença de Quim Barreiros, a magia da Miss Natal, a visão futurista de Matosinhos numa perspectiva de sabor do mar, e uns bares para receber condignamente os marujos da navegação marítima atracada nas docas mesmo em frente...
















Estive recentemente nos Açores, numa visita nostálgico-fotográfica, como sempre acontece quando me deixo deambular pelas Ilhas.Uns dias no Faial traduziram-se em muitas fotografias, algumas das quais irão aparecer por aqui. Por agora umas imagens da Cidade da Horta,vistas essencialmente numa perspectiva da ligação ao mar. É que na Horta os automóveis estacionam por entre embarcações, e os mastros dos iates são um elemento preponderante da paisagem. Sempre com o canal e o Pico em pano de fundo...

Disse-me a directora do hotel que ficou de um grupo de gaivotas que passou o Inverno junto à piscina. Esta gaivota terá gostado tanto, que resolveu prolongar a estadia Verão dentro. E os hóspedes acham muito giro. Dá as suas voltas breves, mas regressa sempre à beira da piscina.
No jardim das Velas, em São Jorge, encontrei um gato amarelo incrivelmente brincalhão e bem disposto: subia às árvores, brincava com pedrinhas, rebolava-se, enfim um autêntico artista de circo... Uma coleira encarnada com guizo e outra contra pulgas davam a entender que se tratava de um gato muito amado por alguém local, num passeio pelo jardim. Um gato feliz.







Há viagens que nos levam para épocas distantes, recordações e vivências do passado.
Nesse dia estava atracado o paquete francês ANCERVILLE, todo branco a brilhar na luz matinal do porto, num slide mental que ainda perdura. Ficou um fascínio especial por esse navio entretanto metido em terra num distante porto chinês e transformado em hotel. Ficam muitas saudades do tempo em que era criança e dava a mão ao meu Avô pelas ruas luminosas do Funchal. Onde não me canso de voltar.






Chama-se Funchal e é uma das minhas cidades preferidas. Das mais bonitas do mundo, em declive dramático sobre o mar, fusão de perfumes com as gentes, a paisagem e o ambiente deslumbrante. Ilha de flores e mar, postal ilustrado vivo, testemunha da história, toda a Ilha transpira encantos múltiplos.
Da última vez que passei por Barcelona, em Maio, estava a dar uma volta pelo porto quando me apercebi de um quadro triste. Num dos cais, em vez de um navio havia uma baleia morta.



A apenas 80 minutos de Lisboa por avião, a ilha do Porto Santo é o destino ideal para umas férias diferentes, para quem gosta de praia, mar e exotismo sem querer fazer voos transoceânicos. 


O Porto Santo foi a ilha com que os Portugueses inauguraram o descobrimento de novos mundos, em 1419. O povoamento teve início em 1425 sendo primeiro donatário Bartolomeu Perestrelo. Uma sua filha, Filipa Moniz casou em 1478 com Cristóvão Colombo, que viveu na ilha durante alguns anos. A casa em que segundo a tradição viveu é actualmente um museu. A colonização do Porto Santo viveu inúmeras dificuldades, devido à aridez dos solos e ao corte de árvores. A falta de segurança das populações locais traduziu-se em múltiplos ataques de piratas mouros, franceses e ingleses entre os séculos XV e XVIII, e valeu aos porto-santenses ficarem conhecidos por Profetas. Tudo isto criou um ciclo de pobreza extrema apenas contrariado por um conjunto de obras públicas iniciadas na década de quarenta do século XX. O actual desenvolvimento do Porto Santo é muito recente, e remonta aos últimos 25 anos e à autonomia da Região Autónoma da Madeira. 























Utilizados durante séculos como apoio fundamental da actividade humana na ilha de Porto Santo, os tradicionais BURROS também aqui estão a desaparecer. 

Imagens e palavras em jeito de circunspecção itinerante. Por aqui e por ali.